24/05/17

De volta a S. Tomé 3 (parte 2): Roças da Saudade e Bombaim

Após o regresso ao ponto de partida, no Jardim Botânico, com a fome a apertar, partimos em direção à Roça da Saudade.
À chegada, esperavam-nos pequenos santomenses a tentar fazer negócio com frutos colhidos na floresta. Comprámos framboesas selvagens e pitangas (tudo muito saboroso).
Logo depois, deparámos com a imagem de Almada Negreiros.
Das ruínas da casa onde nasceu o artista, ergue-se uma casa-museu e um restaurante (com pratos muito bem confecionados, cujo menu (duas entradas, um prato principal e sobremesa) fica a 15€ por pessoa (sem bebida).
Reportagem passada na RTPNotícias em abril de 2015: AQUI.

Antes de regressar à capital, passagem pela Roça Bombaim, incluindo banho na cascata e uma descoberta vegetal: os coentros selvagens, muito usados na gastronomia santomense.

 Impossível resistir!

Coentros-selavgens: muito diferentes dos nossos, mas aroma semelhante, embora menos intenso.

Roça Bombaim:

 Orquídea hospedada numa palmeira (R. Bombaim).

 Mangustão (R. Bombaim)

Abraço.
AP


22/05/17

De volta a S. Tomé 3 (parte 1): subida à Lagoa Amélia de pijama!

Percurso ida e volta (setas amarelas) entre o Bom Sucesso (Jardim Botânico) e a Lagoa Amélia.
(Imagem encontrada AQUI)

Depois de termos saído da capital às 8h00, chegámos ao Jardim Botânico, no Bom Sucesso, cerca de 40 minutos depois.
Pouco depois, chegou o nosso guia Francisco, com uma filosofia de vida muito própria, um amor à floresta como poucos e grande sentido de humor. Trabalha no Jardim e tem formação de apicultor.
Habitualmente, esta atividade começa com uma visita ao Jardim Botânico (que vale bem a pena!), mas, como já o tínhamos visitado em 2014, iniciámos logo o caminho para a Lagoa. A previsão eram cerca de 3h e 30 min para o percurso ida-volta, mas acabaram por ser 4h. Foi-nos dada uma vara tipo cajado para nos apoiarmos nas subidas e lá fomos todos equipados à maneira: botas de caminhada, roupa fresca e confortável, mas a cobrir os braços e as pernas, e repelente em todas as superfícies expostas. 

As únicas calças que encontrei que fossem de algodão, leves e frescas foram as da imagem. Têm uma particularidade: são calças de pijama...
A Cecília optou uma calça de ganga. Gostos...

Ter os braços e as pernas protegidos é de facto importante, pois há plantas urticantes, nomeadamente uma urtiga trepadeira com ar mimoso e inocente, muito diferente da que conhecemos em Portugal. Uma sonsa dissimulada!

Início da caminhada com o Sr. Francisco a marcar o ritmo.

Depois de passar a zona mais agrícola, entrámos no parque Obô (palavra do crioulo forro que significa local abandonado, escondido).


A reserva natural foi criada em 2006 com o objetivo de proteger a riquíssima biodiversidade existente no arquipélago. Ocupa uma vasta área de 295 km² compreendendo as duas ilhas. O parque natural “Obô” é um santuário de fauna e flora onde podem ser observadas muitas espécies raras, algumas das quais em vias de extinção. O elevado endemismo que se verifica na floresta são-tomense e a sua importância levou a que no ano de 1988 a comunidade científica internacional classificasse esta floresta como a segunda mais importante para a conservação da biodiversidade entre 75 florestas africanas. (…)caracteriza-se por ser uma floresta de altitude com precipitações permanentes, o que torna algumas das suas extensões de difícil acesso. É o local ideal para o contacto com a biodiversidade existente nas ilhas.(http://turismoemstp.weebly.com/ecoturismo.html)

Entrada na floresta primária equatorial (onde não se encontram espécies introduzidas como a banana, a fruta-pão ou o mamão) com grande número de espécies, grande densidade de vegetação, predominância de árvores, lianas, grande quantidade de espécies parasitas e  trepadeiras.
Quanto a espécies, há répteis, entre eles, a “cobra preta”, cuja mordedura é fatal se a vítima não for assistidas imediatamente através do antídoto adequado (no regresso, soubemos que tinham avistado uma numa bananeira à saída do parque), aves exóticas, insetos e macacos.

Pelo caminho, fomos parando diante de árvores cujas características e propriedades medicinais nos foram apresentadas com deleite e competência pelo Sr. Francisco. 

Na sombra da floresta, árvores de grande porte crescem ao despique na procura literal de um lugar ao sol...

Figueira-estranguladora. O pau está a apontar para o tronco da árvore que foi abraçada e engolida pela figueira que lhe ocupar o lugar na floresta.

A muitas destas espécies são atribuídas qualidades afrodisíacas, algo que ele contesta veementemente. Dizia ele que se “a coisa estava morta” não era um chá que ia “pô-la de pé”. No entanto, acrescentava, que, como aquelas plantas fazem bem à circulação, em casos “menos graves”, podia ajudar. “Mas um morto é um morto!”, dizia categoricamente, soltando uma pequena gargalhada.
Num momento de pausa, para matar a sede, fomos surpreendidos por um pequeno morcego diurno que durante uns dois ou três minutos andou à nossa volta como que a investigar-nos. Segundo o Sr. Francisco, seria da espécie “fanalice”, o que deve ser um lapso. Por um lado, deve tratar-se de uma corruptela, pois a única designação parecida que encontrei foi “fana-lixo”. Por outro lado, o “fana-lixo” é uma das três que existiam na ilha aquando da descoberta e designa um morcego maior, frugívero, utilizado como alimento pela população mais carenciada.
E lá chegámos à Lagoa Amélia, que é a cratera de um vulcão, com 150 metros de diâmetro, coberta de vegetação.
Mas as aparências iludem... Debaixo da erva, sob uma fina camada de turfa, há um imenso lençol de água que alimenta os rios do país.
A Lagoa Amélia é um local bastante invulgar e mítico, repleto de lendas, como a que retrata a origem do seu nome “Amélia”, relacionado com uma cena trágica de amor ocorrida há muitos anos envolvendo uma jovem portuguesa de nome Amélia que ali se despenhou.(http://turismoemstp.weebly.com/ecoturismo.html)

Com uma longa vara, o Sr. Francisco mostrou-nos a profundidade da Lagoa.

Na cratera, encontram-se impressionantes exemplares de uma das espécies endémicas de São Tomé: a begónia-gigante (a maior do mundo), que pode atingir metros de altura.

Begónias-gigantes.

A Cecília e o Sr. Francisco a posarem para a fotografia.

O regresso foi um pouco mais rápido, mas ainda nos deu oportunidade de assistir à perícia do Sr. Francisco com o seu machim (espécie de catana muito popular no país, às vezes usada também para cortar um ou outro pescoço, sobretudo em desentendimentos conjugais…) a extrair larvas de escaravelho gordas que só visto. 

Alinhadas em espetadas e grelhadas, são um petisco muito apreciado. 

Segundo li, estas larvas são um alimento nutritivo muito saudável. Embora disfarçando bem, a Cecília estava impressionada (negativamente). Já eu, tendo oportunidade, provarei a iguaria. O mesmo não digo em relação aos morcegos e aos macacos, de que o Sr. Francisco também é apreciador. Diz ele que é por isso que ninguém lhe dá os 57 anos com que já conta…
Quase a chegar ao final do percurso, escorreguei numa pedra húmida e lá vai um “bate-cu”. Caí bem, protegido pelas almofadas nadegais.

Acontece...

Em breve virá a parte 2: visita às roças da Saudade e Bombaim, com banhos numa maravilhosa cascata.

Abraço.
António

18/05/17

De volta a S. Tomé 2: dia na capital

Baía Ana Chaves: o presente a espreitar o passado!

O dia começou com o pequeno-almoço preparado na sala-cozinha posta à disposição dos hóspedes da albergaria. Além de nós,  apenas uma jovem alemã (Anna) que dá aulas de alemão como voluntária. Mein Got! Lembrei-me logo das aulas de alemão que tive, há muitos anos, no Liceu Nacional de Setúbal, com uma professora antipática como poucas e que nos tratava abaixo de cão. Soubemos depois, eu e os meus colegas de turma, que a senhora tinha grandes desgostos amorosos, pois o marido traía-a. Ficou-nos sempre a dúvida se aquela dureza teutónica era a causa ou a consequência dos seus males de alcova…
Voltando ao dia de hoje, pela indicação que tínhamos, fomos à procura, numa caminhada de mais de quatro quilómetros, da Praia do Lagarto.
Praia do Lagarto.

Depois de uma hora, sob um sol abrasador, lá chegámos ao que acreditamos ser a dita praia, mesmo defronte do Omali Lodge (hotel com bungalows). Banhos atrás de banhos, na água clara e morna, refrescaram-nos o corpo e a alma e deram-nos forças para mais quatro quilómetros no regresso ao centro da cidade.
Seguiu-se uma volta pelo mercado para fazer um levantamento das frutas da época: havia sobretudo coco, fruta-pão (sou superfã), banana-pão, banana-prata, ananás, carambola (a imagem de fundo do blogue é uma foto de uma caramboleira tirada em 2014), abacate, mamão (que, estando mesmo maduro, é muuuito bom) e cajamanga (ambarella em inglês), uma espécie de manga muito saborosa, que tem espinhos no interior. Quando comprar, mostro imagens e conto-vos a interessante origem deste fruto da cajamangueira.
Seguiu-se o almoço no Parque Popular, incontornável para quem gosta de peixe grelhado com molhos à maneira por poucos euros (mas fora do alcance do santomense comum). Barriga de peixe-andala e peixe-azeite, ambos grelhados, acompanhados por arroz, batata frita e banana frita e regados pela Rosema (a bela cerveja santomense de meio litro). Custo da refeição para dois: 250 000 dobras (menos de 10 euros).
 Em primeiro pleno, o muito saboroso peixe-azeite (que só conhecia de nome).

A única cerveja no mundo que não tem rótulo! Além de ser ecológico, não é necessário, pois toda a gente a identifica facilmente.

À tarde, passeio pela marginal, seguido de um gelado artesanal na “Sal e Doxi”, junto ao mercado velho, no centro da cidade. Como não havia tamarindo (um sabor original que deixa as papilas doidonas), optámos por manga, sape-sape e cajamanga.
Sal e Doxi
Em terras de África, uma branca mimosa pronta para enfrentar o calor e a humidade...

Amanhã, contarei a aventura de hoje, a partir do Jardim Botânico. Subida à Lagoa Amélia em pijama com queda quase no final, roças, coentros selvagens e banhos de cascata!

Abraço tropical.
António 

17/05/17

De volta a S. Tomé 1: a viagem de ida (2.ª parte)

A vasta cidade de Acra (Gana).

Há anos que não viajava na TAP. E até ao momento, o reencontro não tem corrido bem…
A coisa nem começou mal, pois o bilhete, reservado online, há sete meses, teve 40% de desconto.
Há uma semana, fiz a marcação do transfert por e-mail com uma empresa santomense. No dia seguinte, fui contactado por uma funcionária, alertando-me para o facto de a TAP não voar para São Tomé à 4.ª feira. Consultei o documento emitido no ato da compra e lá estava bem claro: ida a 17/5 (4.ª) e regresso a 24/5 (4.ª).
Telefonei para a TAP e fiquei fulminado. A reserva estava em ordem, mas, em dezembro, tinha sido antecipada um dia (16/5 e 23/5). Uma consulta de todos os e-mails de dezembro, incluindo o spam, mostra que não fui avisado da alteração. Ou seja, a TAP aceitou e cobrou uma viagem para datas em que não tem voos para São Tomé, corrigiu as datas e não avisou o cliente! E foi por muito pouco que não comparecemos no aeroporto no dia 17 para um voo que afinal era no dia 16.
Quanto ao voo de hoje, mais uma vez, o T de TAP foi sinónimo de trapalhadas. Exagero? Conto já tudo a seguir…
De início tudo correu bem no embarque e parecia que o A do acrónimo da “nossa” companhia não ia ser de atraso. Chegou a hora da partida (9h45) e nada.
Passados 20 minutos, quando já todos os passageiros diziam “A TAP é sempre a mesma coisa” e partilhavam histórias de atrasos e avarias, as assistentes de bordo iniciaram uma azáfama a contar e a recontar os passageiros. Contei 9 passagens das contadoras com ar alucinado.
Passados mais uns 15 minutos, ouviu-se na instalação sonora: “Segunda contagem” (objetivamente, era a décima…). Nova lufa-lufa num corre-corre que só visto.
Depois, veio a “explicação”: o atraso devia-se ao facto de haver discrepância entre o número de passageiros e os documentos que a tripulação tinha. Ou seja, havia passageiros a mais. Até arrebitei as orelhas a imaginar que íamos ter uma cena à americana a arrastar alguém para fora do avião. A Cecília e eu olhámos um para o outro e comentámos que dali ninguém nos tirava nem que tivéssemos de ferrar os dentes no banco da frente e não abrir mais a boca como faz a minha cadela Lola quando apanha algum pássaro na horta.
Por fim, lá nos fizemos à pista com uma hora de atraso. O piloto balbuciou (literalmente!) umas desculpas em inglês, dizendo em português que lamentava a situação.
Iam vários lugares vazios, mas, com uma paragem em Acra, pensámos que a hipótese de haver alguém para a ser atirado borda fora ainda estava de pé.
Chegados a Acra, o piloto informou que a paragem iria ser de apenas 30 minutos (foram 55!). Acrescentou que o avião ia ser reabastecido de combustível e que, durante o reabastecimento, teríamos de permanecer sentados e com o cinto aberto. Tem lógica, pois havendo algum problema, seria mais fácil fugir do avião…
 Com tanto calor e humidade, nada melhor que uma pequena pausa a três (depois, juntou-se ao grupo mais um adepto da sesta) nas obras no aeroporto de Acra.

Com o depósito reabastecido, nova “cena”: como havia dúvidas se não havia passageiros no avião que já deveriam ter saído (alguém mais distraído do que eu que não tivesse percebido que tinha chegado a Acra, única paragem), as assistentes resolveram a dúvida de forma metódica e eficaz: foram de lugar em lugar, perguntando a cada passageiro, alto e bom som, olhos nos olhos: “S. Tomé?, S. Tomé?, S.Tomé?...) Todos suspirámos de alívio quando o número de perguntas e de sins coincidiram. A primeira possibilidade de haver expulso do avião estava encerrada.
A seguir, mais uma prova de que a TAP não brinca em serviço. As assistentes, raladíssimas, não fosse alguém que tinha descido em Acra ter-se esquecido da bagagem, executaram com determinação mais uma interação com os passageiros, abrindo as bagageiras e perguntando a cada um quais eram as suas malas, maletas, sacos e saquetas.
O segundo momento de alguém se ver obrigado a ficar em terra, iniciou-se com o anúncio de que iriam embarcar os passageiros do percurso Acra-S. Tomé.
Ao contrário do que nos tinha sido dito em Lisboa, que não iríamos sair do avião durante a paragem, mas que teríamos de mudar de lugar (algo cuja lógica não entendi), os passageiros que iam entrando ocupavam os lugares livres.
Concluído o embarque, seguimos para S. Tomé. Como tinha acontecido na partida em Lisboa, havia bastantes lugares vazios. Afinal que história foi aquela de haver passageiros a mais e que manteve o avião em terra durante um hora?
E lá chegámos a S. Tomé já com a noite à espreita e os mosquitos prontos a entrarem em ação, felizes por os repelentes estarem na bagagem de porão.
Mais meia hora de seca no controlo de passaportes e outro tanto para recolher as bagagens.
A saída, um sorriso aberto e as mãos negras do Juliano a segurar um cartaz branco com o meu nome encheu-me a alma, relegando a TAP para o baú das memórias!
Depois de parar para comprar um cartão de telemóvel de S. Tomé (essencial para não levar um rombo nas finanças nas comunicações com Portugal), chegámos à Albergaria Rosa Porcelana. Uma agradável surpresa a 25€/noite de que vos falarei no final da aventura com fotos e tudo.
Amanhã, falarei do dia de hoje na capital.
Abraço

Mais duas notas sobre a TAP:
1. Quando o almoço foi servido, fiquei surpreendido ao ver facas e garfos de metal. Não é por acaso que esses objetos não são permitidos na bagagem de mão.
2. Está de parabéns o piloto pelas duas aterragens. Apesar da muita turbulência, devido ao céu carregado de nuvens, o avião tocou o solo sem saltos nem barulhos e deslizou suavemente pela pista. Um mestre! 

16/05/17

De volta a S. Tomé 1: a viagem de ida (1.ª parte)

Ó pra ela, armada em vedeta...

 Adeus, Lisboa!

Olá, São Tomé, com direito a passadeira vermelha... para o presidente do país (cujo avião estava prestes a aterrar).

Depois de uma viagem algo atribulada em que TAP, acrónimo de T(rapalhadas), A(trasos) e P(orra  que é de mais!), é perita, cá chegámos, quase de rastos, a terras do equador. Amanhã conto tudo!
A viagem é de lazer e aventura com uma componente de missionário da língua portuguesa junto dos professores das escolas do ensino básico da cidade de São Tomé, em cooperação com os amigos Leigos para o Desenvolvimento.
Amanhã conto as peripécias da viagem e o dia (que se espera tranquilo) na capital.
Abraço.
ProfAP

04/05/17

Compota de amora c/ canela!


Comprada há 10 anos (bem cara, diga-se!), este ano, a minha amoreira decidiu portar-se bem e carregou-se de amoras doces e suculentas. O facto de não ter sido podada parece ter-lhe feito bem…
A abundância de frutos levou a que, pela primeira vez, me aventurasse na confeção desta compota muito simples. Um sucesso! O açúcar amarelo dá-lhe uma consistência gulosa; a canela, o toquezinho oriental que titila a imaginação.

Ingredientes:
.1 quilo de amoras bem maduras inteiras (lavadas e sem pedúnculos)
.500 g de açúcar amarelo
.2 paus de canela

Preparação:
1. Junte todos os ingredientes num tacho antiaderente e mexa bem.
2. Quando começar a ferver, baixe o lume para o mínimo e deixe apurar até estar com a consistência desejada (60 a 70 minutos)
3. Ainda quente, coloque em frascos de vidro previamente esterilizados e feche-os logo de seguida.
4. Deixe arrefecer e, como tem menos açúcar, guarde no frigorífico. Conservar-se-á pelos menos seis meses.
5. Pode comer:
                        no pão a acompanhar um café acabado de fazer;
                        com uma bola gelado;
                 com uma banana bem madura partida ao meio (longitudinalmente), como na imagem.

Bon appétit!

ChefAntónio

26/04/17

Migas de alho-francês!

Com a proposta de hoje, trago-lhe um acompanhamento (inspirado na cozinha tradicional alentejana), fácil de confecionar e muuuito saboroso. O chouriço de frango (também há de peru), com menos gordura do que o tradicional, pode ser retirado, mas não será a mesma coisa…

Ingredientes para 4 doses:
.4 papo-secos molhados e espremidos (em puré)
.2 alhos-franceses médios (ou um grande). Só a parte branca cortada finamente (tipo caldo verde)
.10 fatias de chouriço (cortadas muito finamente e partidas ao meio).
.3 dentes de alho (esmagados em puré)
.1 bom molho de coentros picadinhos
.cominhos em pó e pimenta-preta moída no momento (1 colher de café de cada)
.5 colheres de sopa de azeite virgem
.1 colher de chá de sal

Preparação:
1. Numa frigideira antiaderente, deixe as rodelinhas de chouriço estrugirem, no azeite já quente, em lume médio, até ficarem estaladiças (cerca de 3 minutos).
2. Retire o chouriço e reserve.
3. Junte o alho-francês ao azeite e deixe estufar 8 minutos em lume médio, mexendo de vez em quando.
4. Junte os alhos, envolve bem e deixe apurar mais 2 minutos.
5. Junte o puré de pão e tempere com o sal, os cominhos e a pimenta e um pouco da água em que demolhou o pão até obter a consistência desejada.
6. Adicione o chouriço e envolva tudo, deixando apurar mais 3 minutos.
7. Junte os coentros ao preparado, mexendo bem durante 2 minutos.
8. Sirva de imediato.

Bom apetite!
ChefAntónio